Na quinta feira, dia 2 de setembro, fui ao Fad conferir as atrações. O festival de artes digitais (FAD) foi idealizado pelo DJ Tee (a.k.a. Tadeus Mucelli) e pelo VJ 1mpar (a.k.a. Henrique Roscoe), e está em sua quarta edição. O evento consiste em utilizar a tecnologia em prol da arte. Nas galerias o visitante interage com as criações e, a partir de uma curiosidade previa, vai descobrindo o que cada invenção oferece.
O evento estava sendo realizado no museu Oi futuro, que situa-se em uma área quase central de Belo Horizonte e de fácil acesso. Logo ao entrar no estabelecimento, o hall de entrada nos dá uma impressão audaciosa de design, utilizando o contraste entre um vermelho muito forte que cobre o chão e as paredes de forma continua, devido a suavização das quinas (onde seria o rodapé), e o branco o qual se estende em todo o teto. Depois passamos por um corredor que mantém a dinâmica do hall e nos introduz de certa forma que o que está por vir é algo diferente e inovador.Após essa passagem, que se estende por um pequeno espaço de tempo, chegamos à galeria que está totalmente forrada de preto e que apresenta muitas divisões, estas tendem a ser paredes. O ambiente é escuro o que instiga nossa curiosidade, e nos apresenta vários caminhos.
A primeira instalação audiovisual interativa que tive contato foi um muro onde o visitante poderia pichar, sem utilizar tinta. Consistia em um sensor que captava o momento em que se apertava a lata de spray, assim, poderíamos pintar a parede sem necessitar manchá-la de fato. O interessante nesta obra é que o artista teve o cuidado de nos apresentar uma palheta de cores, onde poderíamos trocar a cor da tinta. Claro que a idéia de não estar sujando a parede é interessante, mas tenho duvidas quanto a praticidade. O movimento dos pichadores visa deixar uma marca no contexto urbano, e a pichação virtual contraria por um lado essa idéia, pois a marca não existiria realmente e não transgrediria de alguma forma as questões sociais envolvidas nisso. Por um outro, subverteria este movimento à níveis eletrônicos levando-os a uma etapa mais aprimorada nos meios de comunicação da sociedade atual, mas, ainda assim, não creio que o desenvolvimento dessa ferramenta possa apresentar uma mudança expressiva na atitude “pichadora”, por não se tratar de um meio urbano passível de mudanças. Pois a internet já é extremamente flexível.
Uma outra instalação consistia em um emaranhado de luzes que se ascendiam em sincronia ou com o som ou com o movimento. As posições dos fios que continham varias lâmpadas pequenas de luz, criava um efeito visual muito interessante e agia em sincronia com um efeito de sons. A questão quanto a essa obra é que não me pareceu claro quanto a que as luzes estavam correlacionadas. Se era com o som ou com os movimentos das pessoas que passavam por entre os fios. Mas mesmo que isso não tenha sido evidente, esta obra foi uma das que mais chamavam a atenção dos visitante, pelo que pude notar.
Bem, estes são poucos exemplos de como a arte esta criando novas formas de se comunicar com as pessoas. Desenvolvendo métodos de aproximação via tecnologia e interatividade.





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