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domingo, 31 de outubro de 2010

IDEO


A IDEO é uma empresa de consultoria em design. Ela desenvolve estratégias, produtos e serviços que são viáveis a partir de um conceito tecnológico, econômico e agradável para as pessoas. Olhar o design como uma maneira de se guiar os negócios, os vínculos entre empresa e consumidor e a direção que o produto deve tomar, é um foco da IDEO.

São objetivos: “integrar as necessidades das pessoas, as possiblidades da tecnologia, e os requerimentos do mercado de sucesso.” —Tim Brown, president and CEO

Inside IDEO parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=oUazVjvsMHs&feature=related

Inside IDEO parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=_civr9fr4iw&feature=related

Inside IDEO parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=zddv5Bv7da8&feature=related

Neste documentário sobre a IDEO podemos observar algumas coisas interessantes quanto ao ato criativo dos designers. Num primeiro momento há uma discussão quanto a focos que teriam potencial de serem trabalhados. Assim desenvolve-se uma segunda etapa, onde busca-se um conversa com as pessoas que estão na situação de compras de supermercado. As suas preferências, as expectativas, os interesses são todos pensados posteriormente e daí passa-se a desenvolver a idéia do projeto.

Ainda mais interessante é o fato de que a idéia da “cesta” do carrinho foi colocada em questão. Por que necessariamente ter uma cesta em todo o percurso? Isso, talvez, é uma forma intuitiva de se pensar a essencial do que realmente está acontecendo. Estou levando sacolas ou produtos?

É importante para nós, enquanto alunos, observarmos como acontece esse processo de refinamento, mesmo que essa obra tenha tido um espaço de tempo para produção muito pequeno. Chegou-se a um ponto onde alguns grupos decidiram e demonstraram como seriam seus “carrinhos” com protótipos. Assim puderam analisar as idéias e juntá-las de forma a produzir um carrinho único e com aceitação no mercado.

A IDEO desenvolve bem a idéia de que o design é capaz de apontar direções no mercado, na forma da pessoa interagir com o objeto e com o ambiente em que ele está inserido, dando melhor acessibilidade e melhorias na forma de utilização.

Tu Delft

A Tu Delft localiza-se na Holanda. Fundada em 1842, é a mais velha universidade técnica pública do país. Com oito faculdades e numerosos institutos de pesquisa, ela abriga mais de 15 mil estudantes, e está entre as melhores universidades do mundo no campo da tecnologia.

O curso de arquitetura é investido de uma abordagem tecnológica elevada. Mas isso não significou que certos conceitos mais voltados para área artística foram esquecidos. Um dos projetos desenvolvidos nesta faculdade chama-se Hyperbody, que desenvolve técnicas e métodos para fazer uma arquitetura virtual e interativa. O vídeo abaixo mostra alguns dos resultados já obtidos:

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

IVREA

O “Interaction Design Institute Ivrea (Interaction-Ivrea)” é uma organização sem fins lucrativos, que possui uma abordagem mais voltada para as tele-comunicações, já que tem como associado o Telecom Italia. O instituto desenvolve objetos que serão utilizados como produtos para a comunicação e de forma a atender o mercado. É também uma escola de graduação.

Este site pode ser visitado para maiores informações : http://interactionivrea.org/en/index.asp

A instituição não opera mais, portanto o site encontra alguns defeitos de atualização. Alguns trabalhos não são possíveis de ser explorados. Apesar das dificuldades, encontrei este projeto que me chamou a atenção. Sua idealizadora foi Akemi Tazaki, e se chama InstantShareCam.


Consiste na utilização de tecnologias da comunicação instantânea, para que se possa tirar fotos simultaneamente. Um fotografo é permitido a visualizar o que o outro está querendo fotografar. Também é possível a transmissão de dados de uma câmera para a outra, o que permite a edição de forma rápida e prática. Eles conversam através de um built-in microphone e de um headset que viabiliza a discussão enquanto produzem as imagens.

Essa possibilidade de interagir pessoas com pessoas e com qualquer tipo de produção, pode ser uma forma de engajar a comunicação e ainda estimular a atividade criativa. Dessa forma o design de Akemi parece ter atingido seu objetivo. É comercialmente viável, utiliza a idéia da organização quanto a tele-comunicação e consegue ser interativo.

Royal College of art

A “Royal College of art” teve seu inicio em 1837, com o nome de “Government School of Design”. Em 1851, abrangeu-se para ser entendida como escola de arte e design. E somente em 1896, tornou-se a Royal College of art. Localizada em Londres, e conhecida como uma das mais influentes escolas de pós-graduação nas áreas de artes e design.

Na área de design de interação, a RCA produz designs que se adéquam a realidade tecnológica em que vivemos. Os alunos são instigados a pensar a tecnologia no meio social e cultural de forma a perceber suas influencias, mas sem esquecer que o principal objetivo dessa escola são as pessoas. O objetivo de ver o designer e o consumidor enquanto pessoas e integrantes de uma situação que irá promover a interação.

Destaco o trabalho de Kjen Wilkens, intitulado Sensor Poetics. “E se pudéssemos criar câmera do clima e não uma câmera de fotos?” Dentro da discussão do design que instiga os sentidos, essa câmera é capaz de registrar não apenas a foto do ambiente do fotógrafo, mas também a temperatura, a luz, a umidade, a qualidade do ar e a velocidade do vento. Aqui os aparelhos eletrônicos “sentem” o tempo e são capazes de contar história sobre um dia qualquer em nossas vidas para o futuro.






A questão do design relacionado com as sensações do momento é um assunto interessante e que envolve muitas discussões. Mas deixar para um objeto a possibilidade de nos relacionar com o passado a partir de analises físicas do ambiente, não estaria nos deixando muito apegados à dados do momento e pouco com a situação que ocorre, que não faz parte de uma análise concreta das condições do ambiente? Será que é preciso mesmo uma maquina que mostre as analises objetivas do momento sendo que o meu olhar sobre a foto é capaz de distinguir qual era a dinâmica do espaço? Seria isto esquecer que meu olhar sobre uma foto é subjetivo?

O argumento de que as pessoas relacionam condições climáticas com situações, não significa que é necessário que se informe dados do ambiente. Quando tiramos uma foto, já nos condicionamos ao que o espaço nos oferece. Se a luz solar está mais para a direita, ou se a chuva cai ao fundo, se está escuro, se está muito claro, se está calor, se está frio, se há vento ou não. Esses detalhes são quase que artisticamente colocados na imagem, não é necessário que uma câmera nos informe aquilo que somos capazes de notar. Além de que nossa sensação térmica, nossa tentativa de analisar o ambiente pela posição da câmera, ou pela possibilidade de se dar zoom, ou pela alternativa de se aumentar a saturação, o brilho, até mesmo inverter a escala de cores, ou de tons, já revela nossa leitura sobre a situação que nos envolve. Essa leitura não é de forma alguma objetiva e pode talvez ter alguma ligação com o tempo climático, mas não é determinada por dados.

Colocar este tipo de dado a uma imagem, de forma a complementar nossa memória, estaria, de alguma forma, nos deixando dependentes da leitura da câmera.